Contato para show: wanderwildner@outlook.com

Verbete obrigatório da enciclopédia virtual do rock desde que era cantor dos Replicantes nos anos 80, Wander Wildner estreiou sua carreira solo em 1996 com o célebre album Baladas Sangrentas produzido pelo lendário Tom Capone e agora está lançando seu 12 disco - O MAR VAI MUITO MAIS ALÉM NO MEU OLHAR - e apresenta em seu show um repertório que reúne as novas canções e clássicos de sua carreira.

Roqueiro punk folk capaz de impressionar beberrões de uísque barato que batem o pé em bailões do interior do país ou adeptos de alt-rock que rebolam sua modernidade nas festinhas blasés das capitais. Wander Wildner é um sujeito apaixonado e visceral que vive em conflito e o que faz dele um artista pop é o dom de transformar os próprios conflitos em sons e versos diretos e pungentes. Ele faz música com muita facilidade e, sobretudo, com muito coração. É um sujeito irracional, e isso é um elogio, pois é irracional na hora de fazer arte. É do tipo que se expõe em tudo o que faz, que se define em cada verso. Ou, para facilitar ainda mais as coisas, em cada título.

Pode-se dizer que ele é um garoto solitário, meio-hippie-meio-punk-meio-rajneesh, cuja vida oscila entre anjos & demônios, mas que ainda acredita em milagres. É do tipo que segue no ritmo da vida, e nada pode descrever com tanta exatidão este roqueiro que gosta de transformar os conflitos em canções simples, feito um legítimo punk. Os shows de Wander são capazes de despertar os mais viscerais e simplórios dos sentimentos, aqueles que autorizam a sair escrevendo clichês, relembrar amores desfeitos ou as memórias da infância, sacar de um lencinho pra secar as lágrimas. E sentir-se bacana com isto tudo.



Ficha Técnica

1. ÉTER NA MENTE (Wander Wildner) 5´13
Alexandre Green - cello e piano
Jimi Joe - guitarra solo
Clauber Cholles - baixo
Wander Wildner - voz, ritmo, violão e guitarra

2. BEACHBOYS (Wander Wildner) 4´41
Alexandre Green – hammond, piano e atmosfera
Wander Wildner - voz, ritmo, baixo, violão e guitarra

3. A DANÇA DE TUDO (Paulo do Amparo/Wander Wildner) 3´51
Wander Wildner - voz, ritmo, baixo, violão, guitarra e efeito

4. CAMPECHE BEACH (Wander Wildner) 4´41
Wander Wildner - voz, ritmo, baixo e guitarras

5. O SINAL (Cristiano Carlos/Cleverson Cassanelli/Wander Wildner) 3´42
Wander Wildner - voz, ritmo, baixo, violão e harmonio

6. IMAGINATION (Wander Wildner) 3´51
Wander Wildner - voz, ritmo, baixo e violão de 12 cordas
Alexandre Green - órgão e clavinete

7. CAMINANDO Y CANTANDO (Santiago Guidotti) 3´51
Arthur de Faria - acordeon, baixo, glockenspiel, mandolin e backing vocal
Fernando Pezão - bateria, piano de brinquedo e backing vocal
Wander Wildner - voz e violão

Produzido e gravado por Wander Wildner no Campeche
Alexandre Green gravou no seu estúdio em Florianópolis
Clauber Cholles gravou no seu estúdio em Porto Alegre
Jimi Joe foi gravado no Gravador Pub em Porto Alegre
Caminando y Cantando foi gravada no Estudio Soma em Porto Alegre


OCEÂNICO

O Mar Vai Muito Além no Meu Olhar, novo disco do eterno e agradavelmente surpreendente Wander Wildner, é oceânico, transatlântico, translúcido, libertador. As canções desse novo álbum são como embarcações que se lançam ao mar em busca de um porto seguro, isto é, um par de ouvidos atentos às melodias e versos forjados ao sabor das marés. No novo trabalho, Wander dribla rótulos, disfarça influências sob novas matizes sonoras, espalha insinuações de independência, a independência libertária que tem guiado seus passos na música e na vida cotidiana, o que para Wander Wildner representam a mesma coisa. O novo disco é pop sem ser, é rock sem explicitar isso necessariamente. O Mar Vai Muito Além no Meu Olhar é um disco essencial no sentido de que é muito mais que um disco que se faz necessário ouvir mas, semanticamente, ele é a essência. A temática marítima, ou seja, o caráter de infinitude, que permeia o disco nos leva às raízes: viemos do mar há milhões de anos e, como o Ismael de Herman Melville em Moby Dick, nos fazemos ao mar sempre que o tédio terrestre nos atinge com o peso do rompimento de uma barragem de rejeitos tóxicos.

O mar purifica, renova crenças e esperanças, ensina que o caminho está sempre aberto às almas independentes e livres que não temem a força das ondas. “Edito passados / Agarro o aqui e agora”, entoa Wander Wildner em seu novo disco, em uma canção redentora e de busca de novas expectativas. As referências explícitas remetem aos tempos em que havia (ainda) bandas (boas bandas!): “os Beach Boys eram uma banda que eu gostava”. O Mar Vai Muito Mais Além No Meu Olhar revela mais uma vez um Wander Wildner sempre em transformação. No caso de Wander Wildner, definir seu trabalho todo como um eterno work in progress não é nenhum exagero. O novo disco abre paisagens de libertação desde a abertura com Éter na Mente passando por A Dança de Tudo, Campeche Beach, desaguando na mântrica Imagination e na releitura de Caminando y Cantando. As canções de O Mar Vai Muito Mais Além No Meu Olhar funcionam como botes salva-vidas para quem está existencialmente à deriva. Abraçar-se a elas quando a barra pesa é garantia 1000 por cento de que você estará a salvo. Eu que o diga.
JIMI JOE - VERÃO 2019

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